FELIZ 2011
"O SENHOR MUDARÁ A TUA SORTE!"
sexta-feira, novembro 07, 2008
O tempo é inimigo da paixão - Alexandre Marques
Êxodo 16.1-4:
“Depois partiram de Elim; e veio toda a congregação dos filhos de Israel ao deserto de Sim, que está entre Elim e Sinai, aos quinze dias do segundo mês depois que saíram da terra do Egito.
E toda a congregação dos filhos de Israel murmurou contra Moisés e contra Arão no deserto.
Pois os filhos de Israel lhes disseram: Quem nos dera que tivéssemos morrido pela mão do Senhor na terra do Egito, quando estávamos sentados junto às panelas de carne, quando comíamos pão até fartar! porque nos tendes tirado para este deserto, para matardes de fome a toda esta multidão.
Então disse o Senhor a Moisés: Eis que vos farei chover pão do céu; e sairá o povo e colherá diariamente a porção para cada dia, para que eu o prove se anda em minha lei ou não”.
Números 11.4-6:
“Ora, o vulgo que estava no meio deles veio a ter grande desejo; pelo que os filhos de Israel também tornaram a chorar, e disseram: Quem nos dará carne a comer?
Lembramo-nos dos peixes que no Egito comíamos de graça, e dos pepinos, dos melões, dos porros, das cebolas e dos alhos.
Mas agora, a nossa alma se seca; coisa nenhuma há senão este maná diante dos nossos olhos”.
A murmuração é resultado de insatisfação, de incômodo, de frustração. Sempre que algo acontece diferente do planejado, ou somos surpreendidos por alguma situação que gere tristeza ou decepção, ficamos inclinados a reclamar. Isso é natural do ser humano. Mas, Logo que os ventos da adversidade cessam e a benção do Senhor nos alcança, retorna a alegria. E, inclusive, se na hora da tribulação acabamos cedendo ao pecado da murmuração, bate aquela vergonha. Isso porque, mesmo sabendo que Deus nunca falha, nós duvidamos dele.
Agora, algo realmente surpreendente é o que nos relata o texto de Nm 11.4-6 – O POVO RECLAMOU DO MILAGRE! Eles não reclamaram por causa de uma circunstância adversa, por uma enfermidade, por um problema social. Não, eles reclamaram, pois estavam CANSADOS do maná. Que absurdo! Será que há uma explicação para este disparate?
O tempo... O tempo foi o problema! Houve uma época em que o maná era motivo de alegria, até se tornar algo comum, “corriqueiro”. O tempo passou e levou consigo a euforia da novidade. O coração já não batia mais forte. Perdeu a graça! O milagre continuou acontecendo diariamente, mas não surtia o mesmo efeito de antes.
É assim que nos sentimos em relação à vida espiritual. O fogo que outrora ardia em nossos corações, fazendo-nos apaixonados por Deus e sua vontade deu lugar ao exercício mecânico da nossa religiosidade.
Como se resolve isso? Como se acende outra vez a chama do amor ao Senhor em nosso interior? Só há um jeito: focar em algo que não passe com o tempo, que não envelheça, que não morra jamais, ou seja, focar na PRESENÇA DE DEUS! Buscá-la “de todo o coração, com toda a força e de todo o entendimento” (Dt 6.5).
Aquilo que o Senhor pode fazer é maravilhoso. Entretanto, por melhor que seja a benção, é só uma benção, que não consegue nos dar mais que uma alegria passageira. Agora, nada se compara a experiência de viver o processo proposto em Os 6.3: “Conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor;...”.
Num casamento o tempo pode ser terrivelmente cruel. Pois, muitas vezes, depois de alguns anos, há um grande desgaste no relacionamento. A paixão e o entusiasmo dos primeiros dias não são páreos para o “passar do tempo”. Mas isso, só acontece, quando agimos sem discernimento. A regra é a mesma pra qualquer tipo de relação. Sempre que o foco é somente o que o outro pode oferecer, um dia, depois de termos sugado tudo que nos interessa, acaba o encanto. Enquanto que, se investirmos em conhecer mais profundamente ao outro, perceberemos que FALTARÁ TEMPO para conhecermos tudo, e o fascínio da busca aumentará a cada dia.
Há aqueles que são desesperados por milagres, vivem à caça de um, empenham todas as suas forças no objetivo de ver o sobrenatural. Mas, há aqueles que vão além. Aqueles que usam os milagres como degraus pra ir mais alto no coração de Deus. Aqueles que, até mesmo, largam o milagre à “beira da praia” (Lc 5.1-11), só pra não perderem a oportunidade de segui-lo e descobrir mais dos seus segredos.
Há mais em Deus pra nós!
Vamos nos permitir ser roubados pelo tempo, cujo propósito é desgastar tudo que vê pelo caminho, ou vamos nos entregar ao incrível sabor das descobertas e pedir, insistentemente, para que o tempo passe bem depressa e assim alcancemos o fim da busca, quando “o veremos face-a-face e o conheceremos como por ele somos conhecidos” (1 Co 13.12)?
quinta-feira, outubro 30, 2008
Tommy Tenney - Os Caçadores de Deus
A diferença entre a verdade de Deus e a revelação de Deus é muito simples. A verdade é onde Deus esteve. A revelação é onde Deus está. A verdade são as trilhas de Deus, Seu rastro, Sua trajetória, mas nos leva aonde? Conduz-nos a Ele. Talvez muitas pessoas fiquem satisfeitas se souberem onde Deus esteve, mas os verdadeiros caçadores de Deus não se contentam em somente estudar Seu rastro ou Suas verdades: eles querem conhecê-Lo, saber onde Ele está e o que Ele está fazendo agora.
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"Vede entre as nações, e olhai, e maravilhai-vos, e admirai-vos; porque realizo, em vossos dias, uma obra, que vós não crereis, quando vos for contada". Hc 1.5