Uma prática indispensável em um relacionamento é o diálogo. Esse é o caminho apresentado com mais frequência a todos aqueles que querem começar, manter ou restaurar um relacionamento. Sem dúvida, não dá para se relacionar com ninguém se não houver algum tipo de comunicação. No entanto, há situações em que o diálogo pode tornar-se ineficiente.
Normalmente, quando se pensa em diálogo, imagina-se pelo menos duas pessoas falando. Entretanto, se duas pessoas estiverem falando ao mesmo tempo não é uma conversa, é uma briga. Um pouco para falar, um pouco para ouvir.
Eis aí a razão para tamanha dificuldade de comunicação, temos uma incrível facilidade para falar e uma extrema dificuldade para ouvir.
Não dá para passar pela vida sem machucar ou magoar alguém, assim como é certo que em algum momento alguém irá nos magoar. Isso não depende de termos ou não um bom caráter. Não tem a ver com sermos ou não uma pessoa boa, faz parte da vida. Nem mesmo o mais santo dos homens tem equilíbrio suficiente para saber sempre o que falar e como falar. Ainda que consideremos que Jesus foi um homem que possuiu esse equilíbrio, será que todos os que o ouviram concordariam com a gente? O que os vendilhões do templo acharam dele? Ninguém gostaria de ser chamado de raça de víboras, apesar do termo cair como uma luva para algumas pessoas.
A questão é que estamos falando demais e ouvindo de menos. A gente fala do que incomoda, do que chateia, do que magoa, sem se tocar que a gente também pode estar incomodando, chateando ou magoando. Há casais que durante o namoro procuravam sempre enumerar as qualidades um do outro, entretanto, depois de casados só conseguem enumerar os defeitos.
Não podemos julgar uma pessoa sem permitir que ela se explique. Todo mundo tem uma história, quase tudo tem explicação. Muitas vezes os pais reclamam dos filhos, porém, nunca pararam para ouvi-los. Ás vezes a rebeldia dos adolescentes não passa de uma forma de exteriorizar anos de acúmulo de emoções. Assim também acontece com um casal, as emoções sufocadas podem produzir erupções de palavras que queimam e destroem tudo a sua volta.
Qual a saída então? Se calar? Não! Estabeleça o diálogo, mas entenda, ele é uma via de mão dupla. Fale e ouça. Pra falar a verdade, é melhor até que você ouça antes de falar. Sobretudo, aplique esse princípio na sua relação com Deus. Deixe-o falar primeiro e então, certamente você saberá exatamente o que fazer ou o que falar.
TEXTOS BÍBLICOS
“Todo homem, pois, seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar” (Tg 1.19)
“Confessai, pois, os vossos pecados uns aos outros e orai uns pelos outros, para serdes curados. Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo” (Tg 5.16)
“Longe de vós, toda amargura, e cólera, e ira, e gritaria, e blasfêmias, e bem assim toda malícia. Antes, sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus, em Cristo, vos perdoou” (Ef 4.31, 32)
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