Sabemos que em um diálogo eficiente, nós falamos e ouvimos. A questão é: O que vamos fazer com o que ouvimos? Quando pessoas que se relacionam em um nível mais íntimo começam a conversar, em algum momento as chamadas “verdades” serão ditas. É assim que muitos relacionamentos acabam.
Nós não somos perfeitos, cometemos erros. Muitos desses erros podem ser “desconhecidos” para nós, ou seja, erramos sem perceber. O diálogo é a oportunidade para jogarmos limpo e trazermos o que nos incomoda à tona. No entanto, será que eu estou pronto para ouvir alguém “reclamar” de alguma atitude minha?
A primeira resposta à crítica é a justificação. Tentamos dividir a responsabilidade da nossa culpa com alguém ou com alguma coisa, em vez de simplesmente dizer: me perdoe. Talvez a pessoa esteja realmente errada a seu respeito, se for o caso, não deixe que a sua explicação seja permeada de ressentimento, pensando: Como pôde pensar isso de mim? Cada um tem a sua maneira de ver as coisas, não julgue ninguém por isso, mas, com amor e desejando a cura, mostre que há um equívoco.
Também respondemos à crítica, principalmente nos relacionamentos familiares, com a irritação, a gritaria e as ofensas. Já é difícil ouvir alguém dizer: “seu idiota!”, imagina ouvir alguém dizer: “SEEEU IDIOOOOOOOOOOOOTA!!!!!!!!!!!”... Só a graça! Nessa hora, alcançamos níveis altíssimos de irracionalidade, nos assemelhamos a um cachorro que fica rosnando, só esperando a hora de voar na canela.
Há também que se saiba criticar. Existe pessoas que em nome de uma pseudo-sinceridade, saem por aí vomitando tudo o que sentem. Agem como se tivessem olhos clínicos para identificar exatamente onde está o erro (surpreendentemente o erro nunca está nelas). Suas palavras são como granadas, ai de quem seja o alvo delas.
A verdade é que o diálogo visa fortalecer as relações. Fazem parte dele: a crítica, a confissão e o perdão, mas também o sorriso, a piada, a brincadeira. É tão bom termos pessoas com quem nos relacionar. Aliás, precisamos delas! Então, se alguma coisa surgir no caminho, esteja sempre pronto a trazer à tona, não para tirar satisfações, mas para dar oportunidade ao entendimento. E se prepare para liberar o perdão sempre que for preciso.
TEXTOS BÍBLICOS
“Se possível, quanto depender de vós, tende paz com todos os homens” (Rm 12.18)
“Livrem-se de toda amargura, indignação e ira, gritaria e calúnia, bem como de toda maldade. Sejam bondosos e compassivos uns para com os outros, perdoando-se mutuamente, assim como Deus perdoou vocês em Cristo.” (Ef 4.31, 32)
“Confessai, pois, os vossos pecados uns aos outros e orai uns pelos outros, para serdes curados. Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo.” (Tg 5.16)
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